O poder da marca

Durante uma viagem recente de carro pela Bélgica, eu percebi a dimensão que uma marca pode alcançar. Na beira da estrada havia uma grande fábrica da Nike. Mas não havia ali uma só palavra que fizesse referência à empresa.

Apenas o símbolo.

Walter Landor, fundador de uma das maiores agências de identidade visual do planeta, e que leva o seu nome, dizia que os produtos são criados na fábrica, enquanto as marcas são criadas na mente.

E é esse o grande desafio que um designer tem pela frente: criar algo único, e que também num único segundo tenha o poder de comunicar a sua mensagem. Sobretudo porque somos bombardeados por marcas de todo tipo, todas elas lutando entre si para atrair a minha e a sua atenção.

Gosto do símbolo da Nike porque ele sintetiza o propósito da empresa num simples traço. Phil Knight, seu fundador, encontrou na mitologia grega o nome para o su negócio: Nike era a deusa alada que personificava a vitória.

Ao conceber visualmente a marca, Knight queria um logotipo que transmitisse movimento, velocidade e dinamismo. Elementos que, de certa forma,  se combinassem com o próprio nome da companhia.

A jovem designer Carolyn Davidson assumiu a tarefa, criando um asa estilizada e que ao mesmo  tempo dá a ideia.

A moça, ainda uma estudante na época, ganhou uma quantia modesta pelo seu trabalho.

Hoje o valor da marca desenhada por Carolyn está em torno de 23 bilhões de dólares.