Como as marcas podem durar

Quando o presidente fez noventa anos, os diretores da sua empresa resolveram homenageá-lo com uma pequena tartaruga, que simbolizava resistência e longevidade.

Ao abrir o embrulho, o chefe fez uma cara feia e recusou o presente. Disse que poderia se afeiçoar ao bichinho. E que ficaria muito triste se a tartaruga, que é capaz de viver até mais de um século, morresse antes dele.

Marcas também são feitas para durar. Mas ter a capacidade de perdurar num ambiente em constante mudança é uma outra história.

Daí o desafio que todo designer tem ao projetar uma identidade visual que atravesse o tempo e mantenha a marca viva – aliás, expliquei aqui a diferença entre ambas.

Embora eu não lembro quando foi a última vez que utilizei uma câmera com película, a imagem do logo da Kodak, a líder do mercado de filmes fotográficos, ainda está bem focada na minha memória.

Assim como o tíquete azul rasgado da Blockbuster, a maior franquia de locação de DVDs que faliu há cinco anos.

O produto nesses casos é como a tartaruga que morreu. Mas o lado visível da marca permanece intacto como a sua casca.