Como se tornar um bilionário

Bill Gates diz que lê cerca de 50 livros por ano, a maior parte não-ficção e que o ajude a explicar de alguma forma como o mundo funciona.

Elon “Marte Aí Vou Eu” Musk, quando perguntado como aprendeu a construir foguetes, foi sintético: Eu leio livros!

Segundo Tom Corley, analisando o papel que a leitura desempenha no sucesso pessoal, afirma que os ricos lêem para se educarem e se auto-aprimorarem. Os pobres lêem sobretudo para se entreterem.

Mas, voltando para o Bill e para o Elon, eu pergunto: o que caras como esses, expoentes da tecnologia e quá-quá-quálionários têm em comum?

O fato é que ele confiam ainda num dos mais antigos instrumentos de informação: os livros impressos.

Jeff Bezos, o fundador da Amazon, quando lançou o Kindle estava certo ao dizer que “o livro é tão altamente evoluído e tão adequado à sua tarefa que é muito difícil de substituí-lo”.

Afinal, ler livros é uma experiência sensorial: a gente gosta de tocar e sentir a textura do papel. Eu às vezes ia mais longe e até cheirava as folhas. Hoje em dia não chego a tanto, mas mantenho o vício da leitura.

Torna-se um bilionário é só uma questão de tempo.

A mentira que ajuda

Minha vida profissional como designer gráfico se iniciou de forma despretensiosa: certa vez um professor me perguntou se eu estava a fim de começar em um estágio ali mesmo, na minha universidade, para fazer um jornalzinho institucional de circulação interna.

Eu disse que sim.

Você entende de diagramação?

Eu disse que sim.

Beleza. Então, depois de amanhã, você aparece na sala tal, pela manhã, pra que a gente possa começar esse projeto, ok?

Ok.

Apareci no mesmo dia. Não na tal da sala, mas na Biblioteca Nacional, no centro do Rio. Fui pra lá pesquisar e estudar sobre diagramação, coisa que eu não fazia a menor ideia do que era e nem pra que servia.

Pode parecer impensável para você, mas era uma época em que não havia google, wikipedia e afins. Aliás, nem existia internet. De modo que ler em livros de papel não era uma questão de opção.

Mas a moral da história aqui é que, sem querer, pus em prática um dos provérbios que o general chinês Sun Tzu teria dito em sua Arte da Guerra:

Concentre-se nos pontos fortes (“apareci no mesmo dia”),
reconheça as fraquezas (“eu não fazia a menor ideia do que era e pra que servia.”),
agarre as oportunidades (“Eu disse que sim.”) e
proteja-se contra as ameaças (Fui pra lá pesquisar e estudar).

Acho que o general teria dado um sorriso de aprovação.