Designer cria, não copia.

Nenhuma obra de arte surge do nada. Todo artista bebe de uma ou de várias fontes para se inspirar e, a partir dali, produzir então algo realmente original.

Há casos em que a cópia é um elemento de estudo. É comum se ver nos museus estudantes de artes plásticas montarem seus cavaletes em frente a um determinado quadro e copiá-lo com o maior grau de precisão.

Mas uma coisa é copiar para aprender. Outra coisa é copiar para vender.

Há algum tempo atrás, o meu amigo Saulo Santana, premiadíssimo designer brasileiro e diretor de arte do jornal alemão Bild am Sonntag, foi vítima do seu talento.

Ele havia criado o projeto gráfico para o seu jornal, que é o de maior circulação na Europa aos domingos. Foi um trabalho árduo, pensado e repensado ao longo de meses até que ele pudesse chegar às melhores soluções visuais.

Mais tarde, bem após o jornal alemão já ter entrado em circulação com seu novo layout, um obscuro jornal na Polônia, chamado ABC, foi às bancas com um design totalmente copiado do padrão gráfico que Saulo havia criado.

“Bons artistas copiam, grandes artistas roubam”, diz o velho ditado, que muitos atribuem a Pablo Picasso. Eu, sinceramente, não vejo grandeza num ato desses.

Até porque desconfio que Picasso copiou esse frase de alguém.

 

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